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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Enem 2012

Veja as 20 escolas com as maiores médias nas PROVAS OBJETIVAS do Enem 2012
1º) Colégio Bernoulli - unidade Lourdes (Belo Horizonte/MG) - privada  - média 722,15
2º) Colégio Elite Vale do Aço (Ipatinga/MG) - privada  - média 720,88
3º) Colégio São Bento (Rio de Janeiro/RJ) - privada  - média 712,79
4º) Colégio de Aplicação da UFV - Coluni (Viçosa/MG) - federal  - média 706,22
5º) Colégio Vértice Unidade II (São Paulo/SP) - privada - média 705,26
6º) Colégio Santo Agostinho - unidade Nova Lima (Nova Lima/MG) - privada - média 695,87
7º) Colégio Helyos (Feira de Santana/BA) - privada - média 695,54
8º) Colégio Magnum Agostiniano - unid. Nova Floresta (Belo Horizonte/MG) - privada - 694,67
9º) Colégio de Aplicação do CE da UFPE (Recife/PE) - federal - média 692,41
10º) Colégio Anglo Leonardo da Vinci (Carapicuíba/SP) - privada - média 692,07
11º) Colégio Santo Agostinho-Novo Leblon (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 691,23
12º) Colégio Santo Agostinho (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 690,04
13º) Colégio Cruzeiro unidade Centro (Rio de Janeiro/RJ) - privada - média 689,80
14º) Colégio WR (Goiânia/GO) - privada - média 689,43
15º) Colégio Ipiranga (Petrópolis/RJ) - privada - média 686,86
16º) Colégio Móbile (São Paulo/SP) - privada - média 685,50
17º) Colégio Santa Marcelina (Belo Horizonte/MG - privada - média 684,75
18º) Anglo - Colégio Leonardo da Vinci (Taboão da Serra/SP) - privada - média 682,99
19º) Cev Colégio - unidade Jóquei (Teresina/PI) - privada - média 681,94
20º) Colégio Santa Cruz (São Paulo/SP) - privada - média 681,47

sexta-feira, 22 de julho de 2011

fFelicidade é um direito

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.) Fonte:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html

terça-feira, 5 de julho de 2011

Os sete motivos para você se tornar um professor

Os sete motivos para você se tornar um professor do estado
Anônimo
7 (sete) é um número de destaque, pois ele simboliza a perfeição: em sete dias Deus fez o mundo, sete são as cores do arco-íris, mas também sete é conta de mentiroso. O 7 aqui será utilizado em relação à educação e, mais especificamente, ao professor.
Lembre-se: ser professor é socializar o saber e construir, juntamente com o discente, um conhecimento que valorize o meio em que atua.
Por isso, destacar-se-ão 7 motivos para incentivar você,  leitor, a ingressar nessa brilhante carreira.
Leia-os com atenção e anote todos os detalhes:
1.      Estude muito  e leia bastante, principalmente a vida de São Francisco de Assis; lembre-se de que você também terá que fazer um voto eterno de pobreza.
2. Prepare-se para manejar certos instrumentos, com o giz e o apagador.    Para tal, orientamos o personal stylest de Michael Jackson;  você precisará de luva e máscara durante as aulas.
3. Manter-se em forma não será problema para você; com o corre-corre de
uma escola para outra, você estará evitando o sedentarismo; com o salário que receberá, não precisará fazer regime; e caso precise complementar a cesta básica do mês, você ainda terá o privilégio de usar o TÍCKET DE 4 REAIS.
4. O educador é o único que pode acumular cargos: além de ministrar aulas em   3 ou 4 colégios diferentes, ainda sobra tempo para ser sacoleiro, levando para as escolas os  últimos lançamentos do Paraguai ou sendo importante representante de empresas como a AVON, a HERMES e a SHOPPING MAIS.
5. A formação continuada do professor é algo bastante importante e valorizada pelo governo. Com sorte, você será selecionado para ficar em um grande e luxuoso hotel, desfrutar de ótimas instalações e saborear um cardápio variado; tudo isso com uma localização privilegiada e com vista para o  li...xo.
6. O local de trabalho deve ser evidenciado: o educador, quase sempre, trabalha em escolas-modelo, cujo slogan é a fartura: 'farta' limpeza, 'farta' funcionário, 'farta' material didático, enfim, 'farta' tudo.
7. Por fim, você desfrutará de um plano de saúde de ótima qualidade, cuja eficiência é demonstrada nos consultórios psiquiátricos repletos de professores que, ao completarem a idade e o tempo de serviço, já se encontram fatigados pelo trabalho, sugados pelo sistema e em pleno desmoronamento físico além do mental.
Assim, depois de ler essas sete dicas, não perca a oportunidade e não desista: vá a um posto do estado e inscreva-se  para trabalhar no ESTADO. O estado quer lhe receber de braços abertos. O nosso lema é:  'PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR'. Aos que já se encontram desfrutando desse 'néctar' que é ser funcionário da SEC , nossos parabéns, você é persistente e capaz.
Possivelmente, não terá recompensa aqui na terra, mas é certo que já tenha adquirido lugar privilegiado no céu.

domingo, 26 de junho de 2011

MOTIVAÇAO x EDUCAÇAO ATUAL

Um ambiente escolar extremamente competitivo - e voltado para testes de ingresso na universidade - está prejudicando a vida de muita gente. O diagnóstico não partiu de educadores indulgentes ou de adolescentes preguiçosos: mereceu um editorial da prestigiosa revista Science, publicação da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
A autora, Deborah Stipek, da Faculdade de Educação da Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia, estuda a motivação dos jovens no ambiente escolar há 35 anos.
Na terça-feira passada, durante uma entrevista, ela recordou o dia em que a sua filha chegou em casa, comemorando: 'Nunca mais vou estudar francês.' A garota tinha acabado de fazer uma prova que a auxiliaria a concorrer a uma vaga no sistema de ensino superior americano. 'Ficou claro que não estava interessada em dialogar com outras culturas, em viajar ou em adquirir uma habilidade útil para a vida', pondera Deborah.
Para a pesquisadora de Stanford, os jovens são treinados para obter um excelente desempenho em testes de múltipla escolha. Também são animados a enfeitar seu incipiente currículo com atividades esportivas ou cívicas que rendam um perfil atraente aos olhos das principais universidades do Estados Unidos, como Harvard, Colúmbia, a própria Stanford. Nada contra o desempenho extraordinário nos exames ou contra atividades fora das quatro paredes da sala de aula. Mas Deborah aponta que há algo de aberrante na educação focada em resultados mensuráveis, currículos e rankings.
Segundo ela, em nome da eficácia administrativa da preparação para os exames, sufocam-se, por exemplo, a alegria do aprendizado, uma visão construtiva dos próprios erros e a formação de uma personalidade madura e equilibrada.
Um sistema racional - pois ninguém pode negar que atinge seu objetivo principal: produzir especialistas em provas -, mas pouco razoável. Afinal, 'prejudica vidas que poderiam ser promissoras de outra forma', como afirma textualmente o editorial.
Filme. A autora não esconde sua fonte de inspiração: um documentário lançado há um ano nos Estados Unidos, em que ela mesma foi entrevistada. O título do editorial na Science ('Educação não é uma corrida') representa uma clara referência ao título do documentário: Corrida para Lugar Nenhum.
A obra cinematográfica não está sendo exibida nas grandes salas - apesar do interesse das distribuidoras -, mas em escolas, universidades e igrejas. Depois das sessões, é comum que se organizem discussões públicas.
A ideia do documentário, ainda pouco conhecido no Brasil, partiu de Vicki Abeles, uma advogada sem experiência com câmeras. Ela percebeu na filha o efeito do estresse escolar e decidiu registrar sua visão do problema.
A obra lhe rendeu certa notoriedade. Foi ao programa de entrevistas de Oprah Winfrey, na TV americana. Também visitou o presidente americano Barack Obama, na Casa Branca.
Soluções. Para Deborah, não bastariam mudanças pontuais. Seria necessário alterar o modo como funcionam universidades, colégios e até mesmo famílias.
A coordenadora do Centro de Pesquisas sobre a Infância e a Adolescência da Unesp de Araraquara, Maria Beatriz de Oliveira, concorda. 'A situação descrita pelo editorial da Science se aplica perfeitamente à realidade brasileira dos vestibulares', afirma a psicopedagoga.
'Normalmente, a pressão mais forte ocorre dentro de casa', aponta Maria Beatriz. Alguns pais criam um sonho para o futuro dos filhos e pretendem realizá-lo a qualquer custo. 'Passei as últimas duas décadas explicando para pais que seus filhos não terão fracassado se não passarem no vestibular concorrido de certas universidades.'
'Sucesso na vida não requer um diploma em uma das dez universidades (de maior prestígio)', confirma Deborah. 'Precisamos ensinar aos pais a vantagem de um rol maior de universidades na sua lista de opções.'
Ver a educação como um produto, e não como um processo, seria a raiz dos males, segundo Maria Beatriz. 'Você deixa de olhar para o bem da pessoa concreta e começa a se preocupar só com resultados', aponta.

Por Alexandre Gonçalves, estadao.com.br, Atualizado: 26/6/2011 0:11

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ser ou não ser bom aluno?

Ser ou não ser bom aluno?

Creio que a pergunta que intitula o meu texto, embora corriqueira entre os
agentes da educação, não seja tão simples de ser entendida e principalmente respondida.
É obvio que a maioria absoluta das pessoas de bom senso vai dizer que sim!
Ser bom aluno ainda vale à pena! Porém, conseguimos perceber a dimensão desse
questionamento? Digo isso pelo seguinte: Quais são os modelos de escolas e quais os
modelos nelas existentes? Existem padrões a serem seguidos? Se eles existem, sabemos
decodificá-los a fim de transformar nossas práticas em potencialidades? E o que
ensinar? Pra quê?
Estas e outras perguntas fazem parte da órbita questionadora daqueles que realmente se preocupam com a educação?
Meu objetivo aqui não é adentrar e nem direcionar o meu argumento a favor
de qualquer linha de pensamento ou atitude já posta como prática metodológica.
Considero-me, porém, mais um desses que se preocupa com a trajetória dos alunos
principalmente na educação básica. Então, também digo: SIM, vale à pena ser bom
aluno! No entanto tenho algo a dizer:
Embora as escolas sejam plurais em seus objetivos e metodologias, os alunos
ainda são dispostos a um regime de preparação para os vestibulares. Isso é fato e
inquestionável. A partir daí surge a principal bifurcação de idéias acerca do principal objetivo das escolas: preparar para os concursos ou para a vida?
O dilema, porém, é que insistimos em responder uma pergunta que precisa ser
direcionada aos alunos e posteriormente respondermos tantas outras que por ventura
vierem a nos fazer. Afinal, quantas não foram as vezes que tive de responder os muitos
porquês da Química e suas aplicações. Talvez essa situação seja um dos entraves da
educação moderna: ensinar única e exclusivamente para o cotidiano! Ou seja, será que
tudo o que é ministrado nas escolas só se tornará interessante para o aluno se for algo contextualizado e articulado com as necessidades do dia a dia?
Creio que o bom aluno é o que consegue perceber e administrar as premissas
de uma educação viva e para com a vida. Assim, é imprescindível ele se perceber no
processo seletivo que o cerca.
Na primeira aula de 2011, tive um discurso simples e claro com os meus alunos: “Estejam sempre entre os melhores! Seja em qualquer etapa ou em qualquer
instituição!” É sabido que nos próximos anos o Ensino Superior no Brasil estará tão
sucateado quanto hoje é o Ensino Médio. Afinal, qual a finalidade do Ensino Médio se
não para servir de pré-requisito para o Vestibular? O mesmo problema será evidente
quando o recém graduado estiver disponível para um mercado extremamente exigente
e sedento de bons profissionais. Mas cuidado! Boas notas apenas é UM sinal de que
o aluno fez bem o seu dever de casa durante sua vida de estudante.
Uma nota 10 está longe de ser o quesito máster para o profissional de excelência. Do que adianta um “super nota 10” se ele não sabe se comunicar adequadamente? E se ele não for criativo ou articulador?
Posso dizer com certeza, que ser bom aluno e conseqüentemente bom profissional é desfrutar de posições ousadas e que transcendem o automático, do terno e gravata e dos status superficiais. Também sabemos o quanto as empresas nacionais e internacionais, com faturamentos bilionários, dependem da criação e da
problematização vinda de jovens empreendedores, criativos e entusiastas.
O profissional do futuro deverá criar e resolver problemas, propor soluções inovadoras e que girem sempre em torno do ser humano.
Então, preocupe-se com o futuro! Com o seu e com o dos demais!Lembre-se,
porém, que o futuro é conseqüência de um presente bem vivido e organizado. Seremos
lembrados e referenciados no futuro a partir de nossas escolhas feitas hoje!
E é preciso coragem para começar a fazer tais escolhas. Ser bom aluno é uma delas!
Se dentre os milhares de livros que você já leu, nenhum deles fez você refletir
sobre a vida e nem te tornou uma pessoa melhor, pare de ler!

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PROJETO ESTABELECE PUNIÇÕES PARA ESTUDANTE QUE DESRESPEITAR PROFESSOR

18/04/2011 | CAMARA: PROJETO ESTABELECE PUNIÇÕES PARA ESTUDANTE QUE DESRESPEITAR PROFESSOR
 
A Câmara analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
 
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
 
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
 
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
 
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
FONTE: AGÊNCIA CÂMARA

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PNE 2011 x 2020

Confira as 20 metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020
Amanda Cieglinski
Brasília, 15/12/2010 (Agência Brasil) - O projeto de lei que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que deverá vigorar nos próximos dez anos, foi entregue hoje (14) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento estabelece 20 metas a serem alcançadas pelo país até 2020. O texto também detalha as estratégias necessárias para alcançar os objetivos delimitados.
Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020:
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. Sete estratégias.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nove estratégias.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Amanda Cieglinski é repórter da Agência Brasil

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Polícia prende aluno suspeito de matar professor a facada em BH


O universitário preso em Belo Horizonte após a morte de um professor confessou o crime em depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (8). De acordo com o delegado Breno Pardini, Amilton Loyola assumiu ter esfaqueado o professor e disse que era perseguido por ele. A motivação, segundo Pardini, será investigada e diverge da versão de testemunhas de que uma nota baixa recebida pelo aluno seria a causa da agressão.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes tinha 39 anos, era casado e deixou dois filhos, de acordo com informações de amigos. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (7) dentro do Instituto Metodista Izabela Hendrix, próximo à Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte. Após esfaquear o professor, o aluno fugiu de moto.

Ainda segundo o delegado, o aluno disse em depoimento que entrou com a faca escondida na mochila e que pretendia apenas intimidar o professor. O estudante de Educação Física deixou o Departamento de Investigações em Belo Horizonte no fim da manhã desta quarta-feira (8) escoltado e retornou em seguida para dar continuidade aos depoimentos. Segundo a assessoria da Polícia Civil,  ele vai passar por exame de corpo de delito no Instituto de Criminalística  e vai ser transferido para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) Gameleira, na região de Belo Horizonte. Ele foi preso de madrugada em casa, sem resistir à prisão, e foi ouvido.
A confissão do crime foi confirmada pelo advogado do preso, Nelson Rogério Leão. Segundo a defesa, o universitário sofre de transtorno bipolar e é esquizofrênico. "O professor era exigente, mas nada justifica um ato deste", disse o advogado.

Segundo um policial, um irmão do suspeito disse à PM, nesta terça-feira (7), que Loyola é usuário de drogas.


Lamentam violência
O Instituto Metodista Izabela Hendrix em Belo Horizonte divulgou em nota oficial que está prestando apoio à família do professor e está colaborando com a investigação da polícia. Ainda segundo a nota, a faculdade lamenta o ocorrido e informa que a instituição conta com 52 vigilantes e 53 câmeras de circuito interno de TV. De acordo com a assessoria do instituto, as gravações foram encaminhadas para a polícia.
O Sindicato dos Professores da Rede Privada de Minas Gerais (Sinpro Minas) também se manifestou. A entidade disse em nota que lamenta profundamente a morte do professor e se solidarizou com os familiares. O Sinpro Minas classificou o caso como trágico e disse que o episódio "revela a relação tensa e de desrespeito que milhares de docentes têm vivido no interior das escolas".  Ainda segundo o sindicato, os donos de escolas vêm sendo informados do aumento da violência contra a categoria no cotidiano escolar.

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/12/universitario-confessa-ter-matado-professor-dentro-de-faculdade-em-bh.html

A LONGA TRAGÉDIA EDUCACIONAL BRASILEIRA

Apesar de registrar melhora na última década, a educação no Brasil ainda está muito longe da de países com boa qualidade de ensino. Entre os 65 países que participaram da mais completa avaliação mundial sobre o nível de conhecimento, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), os brasileiros ficaram em 53º lugar, obtendo a média de 401 pontos numa escala que chega a 800. Em leitura, 49% dos alunos brasileiros ficaram no patamar mais baixo de aprendizado, o nível 1, ou até mesmo abaixo dele. Em matemática, o percentual de estudantes com o pior desempenho, no nível 1, chegou a 69%. Em ciência, 54% dos estudantes também têm conhecimento muito limitado.
 
Elaborada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e aplicada em alunos de 15 anos de idade, a prova mostra, no entanto, que a educação brasileira tem evoluído. Há dez anos, o país estava na lanterna do ranking do Pisa - em 2000, o Brasil permanecia no 45º lugar entre 45 países. Na edição de 2009, a média do Brasil subiu 33 pontos, o terceiro maior crescimento registrado na avaliação. A curva de crescimento do país ficou atrás apenas da de Chile e de Luxemburgo. Mesmo assim, o país ficou pior que países como Tailândia, Trinidad e Tobago, México e Turquia.
 
- Não podemos negar que o aumento do investimento melhorou a educação. Mas estávamos falando de uma educação péssima. Daqui para frente, o desafio é muito maior - avaliou Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento Todos Pela Educação.
 
O exame do Pisa classifica o desempenho dos alunos segundo seis níveis de proficiência em leitura, matemática e ciência. Cada um deles indica um grau de conhecimento. Em leitura, por exemplo, o aluno que está no nível 1 identifica o tema principal de um texto ou estabelece conexões com conhecimentos do dia a dia. Já o aluno que obtém nível cinco é capaz de avaliar, criticar e até levantar hipóteses sobre o conteúdo. Em matemática, o aluno que obtém nível 1 só realiza ações óbvias e segue estímulos externos.
 
Matemática: o pior desempenho
 
No Brasil, apenas 0,1% dos alunos alcançou nas provas de leitura e matemática média equivalente ao nível 6, o mais alto da avaliação. Em ciências, 0,6% dos estudantes tiveram média que corresponde ao nível 5 de conhecimento. Ninguém conseguiu alcançar o nível mais alto na escala de proficiência, em que os alunos dominam conceitos mais complexos.
 
Das três áreas avaliadas pelo Pisa, o pior desempenho dos alunos brasileiros foi registrado na prova de matemática. Segundo a OCDE, o país obteve apenas 386 pontos em matemática, única área em que a nota não atingiu a meta de 395 pontos, estabelecida pelo próprio Ministério da Educação. Em leitura, a pontuação atingiu 412, seguida de ciências, com 405. Entretanto, no quadro comparativo de nove anos, entre 2000 e 2009, a matemática obteve a maior evolução (52 pontos), contra 30 pontos de aumento em ciências e apenas 16 de leitura.
 
Na média geral, o resultado das meninas brasileiras (403 pontos) superou o dos meninos (399 pontos). Na comparação com 2006, elas também obtiveram notas melhores, com um salto de 18 pontos, contra 15 dos colegas. No principal tema da prova (leitura), o conhecimento das meninas evoluiu ainda mais. Entre 2000 e 2009, a média das estudantes subiu 21 pontos, contra apenas nove dos alunos.
 
- A matemática oferece o maior desafio para a educação brasileira. Dos poucos alunos que conseguem terminar a graduação, pouquíssimos ficam no magistério. Tem muito professor de geografia dando aula de matemática. Isso é decisivo para que tenhamos esse baixo aproveitamento - analisa o professor Célio da Cunha, do Departamento de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
 
Segundo a avaliação feita pela OCDE, com base nos dados do Pisa, as políticas educacionais do Brasil melhoraram nos últimos dez anos. Entretanto, são insuficientes para pôr os estudantes brasileiros num nível no mercado global da indústria e comércio.
 
"A média do Brasil melhorou em todos os aspectos. Obviamente, não põe o Brasil entre os países com alta performance, mas tais ganhos sugerem que o Brasil pôs em prática políticas coerentes, que aparentemente geram resultados consistentes. O desafio agora é aumentar o nível de educação o bastante para permitir aos cidadãos a disputa de espaço no mercado global", avalia a OCDE.
 
A educadora Guiomar Namo de Mello, diretora da Escola Brasileira de Professores (Ebrap) e ex-secretária municipal de Educação de São Paulo, critica os projetos de valorização do professor - questão que, para ela, é fundamental para a melhoria da educação.
- A política de valorização do professor é um desastre. Não há consenso e ficam colocando panos quentes. Parece que nada se resolve sem consenso. Por isso, nossa formação continua inadequada - afirmou.
 
Guiomar também critica o "regime federativo" brasileiro na educação que discute, por exemplo, segundo ela, um currículo nacional.
 
- É muito difícil fazer um currículo em um país grande e diverso como é o nosso. É o mesmo problema dos Estados Unidos. Somos um país com muita diversidade e muita desigualdade - disse, chamando a atenção para a diferença das notas do Pisa entre as escolas privadas (502) e as públicas brasileiras (387).
 
- Isso revela a grande desigualdade que a gente mantém entre nós. E isso porque não podemos considerar nenhuma maravilha as grandes escolas particulares - comparou, observando ainda que os países latinos que estão na frente conseguiram esses resultados porque fizeram grandes esforços para melhorar.
 
O Pisa é feito por amostragem e contabiliza informações extraídas de alunos que estão concluindo o ensino fundamental ou ingressando no ensino médio. Em 2009, a OCDE aplicou a prova em 20 mil alunos no Brasil. Na comparação com a média da OCDE, de 496 pontos, o Brasil está significativamente abaixo da média da organização em todos os quesitos. Em relação aos países da América Latina, o Brasil ultrapassou a Argentina, mas ainda está atrás de Chile, do Uruguai e do México. No cômputo geral, a região de Xangai (China) obteve o melhor índice (577 pontos), à frente de Hong Kong e da Finlândia, respectivamente com 546 e 543 pontos.
 
FONTE: O GLOBO - 08/12/2010
 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cadeiras vazias

O MEC (Ministério da Educação) informa que 1.479.318 vagas não foram preenchidas nos cursos de nível superior no Brasil nos dois últimos anos. 
A justificativa apresentada é que durante o processo para autorização de um novo curso as instituições educacionais solicitam mais vaga do que desejam oferecer.
Entretanto, basta verificar a situação do ensino público nos níveis fundamental e médio nos últimos 20 anos para constatar a necessidade de uma orientação vocacional que não existe. Porque se existisse, o aluno poderia escolher as matérias que deseja estudar e assim, aprofundaria seus conhecimentos nessas matérias, ganharia tempo para se dedicar a outras tarefas e custaria menos ao Estado e aos seus pais.
Detectar a vocação do aluno deveria ser a primeira preocupação das instituições educacionais.
Para tanto, se faz necessário uma profunda revisão na grade curricular tanto no ensino fundamental como no médio.
Agora, esperar por parte do MEC essas modificações que significam avanços é perda de tempo. O MEC faz o que o governo manda. E governo nenhum, ainda mais se for brasileiro, pretende um povo culto, esclarecido, senhor de si, que seja capaz pensar, agir e decidir com a razão. Um povo assim representaria ameaça ao Poder porque tomaria e seria um novo Poder.
Portanto, essa sonhada revolução educacional deve partir das instituições públicas e privadas. Algo que nos parece no momento impossível. Porque a primeira está sucateada, desmotivada, quase inexiste de fato embora exista de direito. E a segunda, em sua maioria, encara a educação apenas como um comércio.
A educação tem que ter os pés na realidade e o olhar para o futuro. E esquecer um pouco o passado. Que, se necessário, pode ser consultado nos inúmeros meios de informação de que hoje se dispõe.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novas metas para novas mentes

No último relatório da Unesco sobre educação do terceiro milênio, depois de várias discussões nos mais diversos fórums, tivemos como resultado a premissa que a Educação deve basear-se em quatro pilares fundamentais para que seja considerada adequada. São eles:
>> Aprender a aprender;
>> Aprender a ser;
>> Aprender a fazer;
>> Aprender a conviver.
Quando olhamos para estes quatro pilares não precisamos de muita sapiência para deduzirmos que para alcançarmos estas metas já não nos bastam mais os bancos escolares. No final do terceiro milênio tivemos vários fatos marcantes. A chegada da Internet e a "diminuição" do mundo - a aldeia global -, o progresso da tecnologia contrariando de maneira assoberbada, o que dizia Domenico De Mazzi em seu livro O Ócio Criativo, e fatos históricos como a queda das torres gêmeas, o sepultamento do Socialismo, o ataque com gás sarim em um metrô de Tóquio, o escândalo sexual envolvendo a Casa Branca, a clonagem da ovelha Dolly, o grande Tsunami de 2004 dentre, entre outros... Tudo isso fez com que o mundo prestasse atenção. Afinal de contas, a mídia nos bombardeou de maneira espantosa com essas notícias.
Enquanto todos estes fatos aconteciam, houve uma revolução silenciosa, tênue, básica, já prevista pelo guru dos negócios Peter Drucker, que é a revolução do conhecimento e da sociedade. Hoje, o aparato tecnológico nos permite estarmos em vários lugares ao mesmo tempo e termos opções de conexão que nem sequer imaginávamos que aconteceriam.
Como fruto desta revolução, hoje, jovens entre os 16 e 25 anos, antes de definitivamente entrarem para a fase adulta da vida, sabem o que querem e porque querem. Não são como nós, frutos da revolução dos “baby boomers” que tínhamos como premissa básica da vida o sucesso publico e notório a qualquer custo. A geração desta faixa etária de hoje está mais consciente dos conceitos de felicidade, de qualidade de vida e é ela que detém o conhecimento. Além disso, não se curvam facilmente a triste realidade das organizações do século XX, quando esperava-se colaboradores obedientes e não questionadores que recebiam uma cartilha do que deveriam fazer e deveriam desempenhar bem o seu papel.
A era da “cenourinha e do chicote” acabou dentro das organizações. Ao contrário da percepção de muitos, temos uma geração extremamente inteligente, dona de seu próprio nariz, sabendo a que veio e deixando claro quais são seus objetivos de vida. E mais, estes objetivos de vida passam muito mais pelo ser, pelo conviver, pelo fazer, do que pelo “ter”.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

aos professores


A SEICHO-NO-IE DO BRASIL, por intermédio de sua Superintendência das Atividades dos Educadores, vem registrar o seu mais sincero reconhecimento de nobreza e profunda gratidão aos senhores professores e às senhoras professoras, pela incontestável e relevante contribuição, através do exercício de sua missão, na construção dos alicerces basilares desta Nação.
É de nosso conhecimento que o ensino instrui o ser humano a descobrir as leis da Natureza, ou seja, a ciência; mas a educação leva o ser humano a criar valores dentro de si mesmo. O ser humano instruído na ciência pode ser bom ou mau, porém o ser humano que educou sua consciência é essencialmente bom e feliz.
Não usamos a palavra EDUCAÇÃO em seu sentido popular (graus de instrução), mas no seu significado rigorosamente etimológico e verdadeiro: do latim edvcere, composta por EX (para fora) + DVCERE (conduzir, levar), e significa literalmente “conduzir para fora”, isto é, preparar o individuo para o mundo, sugerindo que o educador deve extrair, desenvolver e fazer manifestar o que JÁ existe na natureza do educando.
Recebam as nossas mais sinceras homenagens, por terem abraçado em sua vida a única profissão que propicia aplicar o amor na sua mais expressiva manifestação de sublimidade ... Parabéns, professores e professoras !
ASSIM SE CONCRETIZA O MUNDO IDEAL
Em sua obra Meditando Sobre a Vida, o mestre Masaharu Taniguchi trata de um dos princípios fundamentais da Educação da Vida, que é o elogio, citando a experiência vivida pelo Nobuomi Matsuura, um professor de curso secundário, narrada por ele mesmo, por ocasião de um Grande Seminário da Seicho-No-Ie, realizado no auditório público da cidade de Kanazawa.
(...) Lendo um dos volumes da coleção A Verdade da Vida, que versa sobre Educação na Prática, ele deparou com o ensinamento do seguinte teor: ‘O homem é originalmente filho de Deus. Portanto, não existem crianças ruins. Mesmo as que aparentemente são malcriadas, na verdade, são boas por natureza. Ao reconhecermos e elogiarmos os seus pontos positivos, elas manifestam a Imagem Verdadeira, que é originalmente perfeita, e passam a ser bons meninos e boas meninas’. O prof. Matsuura considerou bastante lógica essa afirmação. Justamente nessa época, ele estava tendo dificuldade em lidar com um aluno rebelde, que vivia provocando confusões. No intuito de colocar em prática o princípio da educação preconizando no mencionado livro, o prof. Matsuura resolveu procurar um ponto positivo nesse aluno para poder elogiá-lo, embora considerasse isso muito difícil. Mas, certo dia, ao entrar na sala de aula, deparou com algo que o surpreendeu: o garoto estava consertando, espontaneamente, uma carteira quebrada. O professor percebeu que era uma ótima oportunidade para elogiá-lo e disse-lhe: ‘Você fez um trabalho maravilhoso. É um aluno excelente’. Apesar dos entusiásticos elogios do professor, o aluno não teve reação de contentamento. Pelo contrário, mostrou um expressão de hostilidade como se pensasse: ‘Tá querendo me agradar com esses elogios ?. O prof. Matsuura pensou ‘ Reconheci a boa ação desse menino e o elogiei, mas ele reage de modo hostil. Será que a teoria educacional constante no livro A Verdade da Vida não passa de uma mentira? E, nesse momento, sentiu-se decepcionado. Mas, depois, refletiu sobre a própria atitude mental: ´Será que eu havia reconhecido realmente a bondade inata desse menino ? Admito que não. Eu o considerava um garoto malcriado e pensava em corrigi-lo por meio de elogios, mas só elogiava da boca para fora. Eu vinha recorrendo a um artifício. O garoto havia percebido isso, e por isso não obtive o resultado esperado mesmo quando o elogiei com sinceridade’.
“Pouco tempo depois, o prof. Matsuura teve oportunidade de participar de uma reunião das mães dos alunos, na qual estava presente a mãe do referido aluno. Ele falou com ela e disse-lhe com franqueza:
“-Eu achava que seu filho era um menino mau; mas, outro dia, vi-o consertando espontaneamente uma carteira quebrada da nossa sala de aula, e realmente fiquei admirado. Percebi que, na verdade, ele é um bom menino. Quem estava errado era eu, que não havia reconhecido a bondade inata dele. Peço-lhe que me perdoe.
“A mãe do aluno ficou muito emocionada e, vertendo lágrimas, disse: “-Oh professor,eu só tenho a lhe agradecer. Meu filho tem sido um mau aluno e, desde a 1ª serie do curso primário (ensino fundamental I) até agora, nunca havia sido elogiado por nenhum professor. Mas o senhor, em vez de criticá-lo, disse-me coisas tão boas a respeito dele.
“A partir de então, o comportamento desse estudante melhorou cada vez mais e, em pouco tempo, ele se tornou um bom aluno. “Essa transformação ocorreu porque o prof. Matsuura mudou por completo a sua postura mental em relação a esse aluno, e, ao mesmo tempo, a mãe do menino também mudou totalmente a sua postura mental em relação ao filho. Isto é, ambos passaram a contemplar a Imagem Verdadeira do menino. Reconhecer a perfeição da Imagem Verdadeira de alguém não significa elogiá-lo olhando apenas o seu aspecto fenomênico, mas sim conscientizar-se verdadeiramente de que ele é filho de Deus e, portanto, perfeito. De modo análogo, para a concretização do mundo ideal, é essencial aumentar o número de pessoas que contemplem a perfeição da Imagem Verdadeira do mundo .(...)”
A aplicação prática do poder das palavras de elogio estimula a manifestação da Imagem Verdadeira dos alunos e ajuda a aumentar o autoconfiança; por isso, é de suma importância o professor ponderar bem as palavras antes de falar.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
Educador(a)
Assim que iniciar a aula, elogie seus alunos. EM seguida, peça para cada um elogiar um colega, a cada dia, enaltecendo um ponto positivo desse colega.
Pratique essa atividade por, no mínimo, 30 dias, e notará uma mudança significativa, não só no comportamento, mas na aprendizagem deles ....
Fonte: Bibliografia: CUNHA, Antonio Geraldo da. Dicionário Etimológico Nova Fronteira da LÍNGUA Portuguesa. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
TANIGUCHI, Masaharu. Meditando Sobre a Vida. 1ª Ed. São Paulo:Seicho-No-Ie do Brasil, 2006, PP. 93-96.
Compilação: educadores@sni.org.br – HTTP://sni.org.br/educadores/