segunda-feira, 18 de abril de 2011
PROJETO ESTABELECE PUNIÇÕES PARA ESTUDANTE QUE DESRESPEITAR PROFESSOR
sábado, 19 de fevereiro de 2011
MINISTERIO DA SAUDE
http://bit.ly/bDGqGz
naun eh virus
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
EU ACUSO
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
ALUNOS X DROGAS
Uma das hipóteses sugeridas pelo professor Elisaldo Carlini, pesquisador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), responsável pelo estudo, é o fato de os alunos da rede privada terem maior poder aquisitivo. “Eles têm mais dinheiro, o que facilita o acesso aos entorpecentes. E também frequentam ambientes vulneráveis ao consumo das substâncias”, diz. No entanto, de acordo com Carlini, apesar de a experimentação ser maior nesse grupo, o uso frequente (seis ou mais vezes nos últimos 30 dias a partir da resposta ao questionário) ou pesado (20 ou mais vezes no mesmo período) ocorre com maior intensidade entre estudantes de escolas públicas.
O levantamento foi feito nas 26 capitais e no Distrito Federal, com 50.890 estudantes. Mais de 700 escolas colaboraram com o estudo, sendo 35,2% delas da rede privada e 64,8% da rede pública de ensino. Outro dado preocupante diz respeito ao aumento do consumo de cocaína entre os alunos. Nos últimos seis anos, a quantidade deles que usaram ao menos uma vez a droga passou de 2% para 2,8%.
O dado assusta, pois os consumidores de cocaína são mais vulneráveis ao uso do crack. “Por serem consideradas drogas estimulantes, o usuário de cocaína tem maior probabilidade de procurar o crack”, explica Juliana Peroni, psicóloga do Centro de Encaminhamento e Tratamento Psicossocial de Dependentes Químicos em Brasília. Das cinco drogas mais consumidas – solventes, maconha, ansiolíticos, cocaína e anfetamínicos – a cocaína foi a única que apresentou aumento de uso entre 2004 e 2010.
Apenas 0,7% dos estudantes admitiram já ter experimentado crack. Segundo a secretária-adjunta da Senad, Paulina Duarte, o dado, no entanto, pode não representar a realidade. “Devido à dependência do crack se instalar muito rapidamente e causar isolamento social, talvez seu usuário não esteja nas escolas”, diz. Ela afirma que em fevereiro será divulgada pesquisa somente sobre o crack, que possibilitará uma análise mais próxima da realidade sobre o consumo da substância.
Em Belo Horizonte, a psicóloga Maria Regina Ziziani Pimentel, da Associação Brasileira e Comunitária para a Prevenção do Abuso de Drogas (Abraço), atualmente trabalha com 40 jovens em um projeto da Vara da Infância e da Juventude em conjunto com a Abraço e aponta a criação de perspectivas como uma das mais eficazes estratégias para que o dependente encontre a saída para o alçapão do vício. “Temos que trabalhar em uma rede bem articulada. Tentamos fazer com que o adolescente tenha sonhos, metas, tentando inseri-lo novamente em sua identidade”, diz.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Polícia prende aluno suspeito de matar professor a facada em BH
O universitário preso em Belo Horizonte após a morte de um professor confessou o crime em depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (8). De acordo com o delegado Breno Pardini, Amilton Loyola assumiu ter esfaqueado o professor e disse que era perseguido por ele. A motivação, segundo Pardini, será investigada e diverge da versão de testemunhas de que uma nota baixa recebida pelo aluno seria a causa da agressão.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes tinha 39 anos, era casado e deixou dois filhos, de acordo com informações de amigos. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (7) dentro do Instituto Metodista Izabela Hendrix, próximo à Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte. Após esfaquear o professor, o aluno fugiu de moto.
Ainda segundo o delegado, o aluno disse em depoimento que entrou com a faca escondida na mochila e que pretendia apenas intimidar o professor. O estudante de Educação Física deixou o Departamento de Investigações em Belo Horizonte no fim da manhã desta quarta-feira (8) escoltado e retornou em seguida para dar continuidade aos depoimentos. Segundo a assessoria da Polícia Civil, ele vai passar por exame de corpo de delito no Instituto de Criminalística e vai ser transferido para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) Gameleira, na região de Belo Horizonte. Ele foi preso de madrugada em casa, sem resistir à prisão, e foi ouvido.
Segundo um policial, um irmão do suspeito disse à PM, nesta terça-feira (7), que Loyola é usuário de drogas.
Lamentam violência
O Instituto Metodista Izabela Hendrix em Belo Horizonte divulgou em nota oficial que está prestando apoio à família do professor e está colaborando com a investigação da polícia. Ainda segundo a nota, a faculdade lamenta o ocorrido e informa que a instituição conta com 52 vigilantes e 53 câmeras de circuito interno de TV. De acordo com a assessoria do instituto, as gravações foram encaminhadas para a polícia.
O Sindicato dos Professores da Rede Privada de Minas Gerais (Sinpro Minas) também se manifestou. A entidade disse em nota que lamenta profundamente a morte do professor e se solidarizou com os familiares. O Sinpro Minas classificou o caso como trágico e disse que o episódio "revela a relação tensa e de desrespeito que milhares de docentes têm vivido no interior das escolas". Ainda segundo o sindicato, os donos de escolas vêm sendo informados do aumento da violência contra a categoria no cotidiano escolar.
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/12/universitario-confessa-ter-matado-professor-dentro-de-faculdade-em-bh.html
sábado, 6 de novembro de 2010
Saco de pancadas
"A violência seria a relação social de excesso de poder que impede o reconhecimento do outro - pessoa, classe, gênero ou raça - mediante o uso da força ou da coerção, provocando algum tipo de dano, configurando o oposto das possibilidades da sociedade democrática contemporânea" (p.107).Nos estudos acerca da violência escolar, adquire importância a questão da violência simbólica, conceito introduzido por Bourdieu (1998), que cria a possibilidade de consenso, sendo dessa forma utilizada como instrumento de dominação pelos representantes do poder na escola, entre os quais se coloca o professor.
O poder simbólico é quase mágico, permitindo obter através da palavra e do convencimento o que se consegue pela força física, e, portanto, sem gasto de energia (Bourdieu, 1998). Trazendo esse conceito para a realidade das instituições escolares, percebe-se o professor com um duplo papel: de um lado, como representante do poder - dominador - e de outro, o de dominado, submetendo-se a regulamentos e exigências burocraticamente estabelecidas.
Refletindo sobre a adjetivação da violência com o termo escolar, Ristum (2004a) propõe que se diferencie a que é engendrada nas especificidades das relações escolares e a que, apesar de acontecer nela, poderia ocorrer em qualquer outra situação social, não devendo, portanto, ser qualificada como escolar. Nesse sentido, ela abarcaria as ações protagonizadas por membros da escola (alunos, professores, diretores, funcionários) e realizadas com motivação pertinente às características e dinâmica desta instituição.
Sposito (1998) afirma que os significados do termo violência podem passar por alterações coerentes com o conjunto das ações escolares, com o seu contexto de produção e manifestação, sendo necessário investigar como aí são produzidas significações que designam e normalizam condutas violentas ou indisciplinadas por parte dos atores envolvidos.
O presente estudo adota como referencial a teoria histórico-cultural, que busca compreender a origem e o desenvolvimento dos processos mentais dos seres humanos. Nesta perspectiva, entende-se que a cultura torna-se parte da natureza humana, moldando o funcionamento psicológico, ao longo de um processo histórico; ressalta-se o caráter socialmente construído da subjetividade dos homens (Vygotsky, 1984, 1988).
No âmbito da proposta da Psicologia histórico-cultural, Vygotsky destaca, de acordo com Tunes e Simão (1998), a importância, para a pesquisa em Psicologia, de considerar os informes e interrogatórios verbais do sujeito. Essas autoras afirmam que o relato verbal, enquanto técnica de coleta de dados, pode ser tomado como representante da consciência dos indivíduos, permitindo o estudo de processos subjetivos a que somente o sujeito tem acesso. Nesse sentido, a pesquisa com relatos verbais possibilita uma análise objetiva dos fenômenos conscientes. Seguindo nessa argumentação, as autoras defendem que, durante o relato verbal, o sujeito seleciona dados da sua realidade, cabendo ao pesquisador organizar o conteúdo das falas, atribuindo-lhe significados, de forma a permitir a emergência de novos dados. Dessa maneira, a participação do pesquisador associa-se ao processo mais amplo da gênese social da consciência humana.
Em um estudo, em que foram analisadas as concepções de professores sobre processos de ensino-aprendizagem, através de relato verbal, Silva e Tunes (1999) apontam que o discurso deles está intimamente associado a sua ação em sala de aula e afirmam ser possível estudar o pensamento das pessoas através de sua fala que, nas condições reais de vida, não se separa de sua ação. Esta posição pode ser relacionada à tese de Vygotsky, conforme Lúria (1986), segundo a qual o pensamento se forma ou se realiza na linguagem.
Seguindo enfoque semelhante, Bruner (1997) defende a importância de se considerar, no estudo psicológico do homem, não apenas o que as pessoas fazem, mas também o que elas dizem e como explicam suas ações, principalmente, argumentando que uma Psicologia de orientação cultural deve partir da premissa de que dizer e fazer representam uma unidade funcionalmente inseparável.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Diretora apedrejada por aluno
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sábado, 9 de outubro de 2010
Crianças apontam crack como causa de violência
Repórter
A consciência do cotidiano revelada nas redações assusta. Com 11 anos de idade, a menina G.A. escreve: “São milhares de crianças e adolescentes que se envolvem com o crack. Têm três opções: cadeia, cemitério ou hospital”, sentencia. Já a garota J., 12, detalha os estragos: “O crack é vendido em qualquer lugar: casa, bares, comércios. Eu penso que, um dia, várias pessoas vão morrer, mais do que agora, pois as autoridades já não estão dando conta. E aí está o resultado de tudo isto: brigas, mortes, penas de vários anos na cadeia, famílias incompletas e sem esperança de um dia acabar com tudo isto. E mais e mais crimes, roubos, assassinatos para sustentar quem é viciado.”
Nas redações, há unanimidade de que o crack é causa de violência familiar, de destruição dos laços familiares, de prostituição e até de mortes por dívida. Na maioria das composições, os autores falam sobre o poder lesivo da pedra, que seria capaz de viciar no primeiro uso, e de suas consequências, como estimular a prática de furtos e roubos. Além de desenhar esta realidade, meninos e meninas propõem soluções para tentar mudar a situação. Eles apostam em mais policiamento, mais educação e lazer nas comunidades.
Amadurecimento forçado
Para a psicóloga social e coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Sul, Ana Nery dos Santos, a maioria das ideias descritas são originadas da realidade de quem escreveu, mas há também parte do imaginário sendo explicitado. “O que eles contam é o que ouvem, mas também o que é observado, o que é vivido. Cerca de 60% a 70% dessas crianças têm essa vivência e têm acesso às informações muito densas, a ponto de pararmos para pensar se já deveriam estar tão conscientes. Muitos são forçados a ter autonomia precocemente porque, na maioria dessas casas, as mães são chefes de família e precisam trabalhar fora. Como há falta de um cuidador substituto, esses filhos são forçados a cuidar de si mesmos, e isso os tornam mais maduros.”
Negro Bússola, coordenador da casa de cultura, explica como surgiu a proposta do concurso, ocorrido no dia 25 de setembro, e que premiará, na próxima terça-feira, dia 12, os autores das 50 melhores redações, com bicicletas. “A ideia surgiu pela necessidade de criarmos uma medida de prevenção para esses dois problemas. Mas é também uma moção de repúdio contra os órgãos competentes que são omissos. As redações são uma forma de descobrir o mundo interior das nossas crianças e adolescentes, e, com base nelas, iremos propor políticas públicas e chamar os protagonistas para discussão. Eles são os atores, e essa é a realidade em que estão inseridos”, diz Bússola, referindo-se às redações.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Impacto do álcool na adolescência
Agência FAPESP – O abuso de bebidas alcóolicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Na pesquisa, ratos adolescentes ingeriram boa quantidade de álcool inserido em gelatinas. O consumo se deu durante 20 dias do período de crescimento dos animais, que tinham entre 30 e 49 dias, fase correspondente à adolescência em humanos.
Três semanas depois, os ratos foram colocados em um ambiente em que podiam escolher entre dois locais para se alimentar, ambos acionados por alavancas, um que tinha sempre duas balas de açúcar ou outro que poderia ter quatro balas ou nenhuma.
O grupo deu preferência para a área de alimentação incerta. Um segundo grupo, que não ingeriu álcool, foi colocado em ambiente semelhante e os animais preferiam escolher o local em que sabiam que sempre haveria as duas balas.
Os animais que ingeriram álcool na adolescência continuaram a optar pela incerteza na recompensa, mesmo quando as vezes em que eram colocadas mais balas diminuíram de 75% para 50% e, finalmente, para 25% do total. Ou seja, ainda que em apenas uma a cada quatro vezes o alimentador oferecesse mais balas, os ratos continuavam a optar por pressionar tal alavanca. O resultado é que os animais do outro grupo se alimentaram constantemente e melhor.
O objetivo do estudo, que teve apoio financeiro dos institutos nacionais de Abuso de Drogas e de Abuso de Álcool e Alcoolismo do governo norte-americano, foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados durante a adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.
De acordo com os autores, os animais que consumiram álcool enquanto jovens se mostraram mais propensos a tomar decisões arriscadas do que os demais.
O teste de recompensa, com a alimentação constante e com a desconhecida, foi repetido quando os animais atingiram os três meses de vida, com resultados semelhantes.
“Sabemos que a exposição precoce ao álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas”, disse Nicholas Nasrallah, um dos autores do estudo.
“Mas nosso modelo, que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento nas tomadas de decisões arriscadas”, afirmou.
“O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões, demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo abuso do álcool”, disse Ilene Bernstein, professora de psicologia da Universidade de Washington, outra autora do estudo.
O artigo Long-term risk preference and suboptimal decision-making following adolescent alcohol use, de Ilene L. Bernstein e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.terça-feira, 29 de setembro de 2009
Medo na sala de aula
não finalizados. A situação enfrentada pela escola é similar a de muitas outras instituições brasileiras, segundo Miriam Abramovay,socióloga e pesquisadora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla). “A violência acontece muitas vezes porque a escola não escuta os alunos.As instituições deveriam fazer um diagnóstico e começar um processo de educação,onde todos os professores possam aprender a mediar conflitos“, afirma.
Segundo Abramovay, essa violência aparece nas relações sociais. “As microviolências, como agressões verbais e físicas, apelidos e homofobia desencadeiam esses ataques”,afirma. Se a perda de controle do aluno se dá em uma sala de aula, a instituição de ensino
também tem uma parcela de responsabilidade.
A socióloga considera que os pais também contribuem para esse desequilíbrio, mas não são os culpados. “É muito fácil a escola pôr a culpa nos pais, mas eles também enfrentam situações difíceis.
Grande parte tem escolaridade menor que os filhos e também não sabemoque fazer.
A escola não dialoga com a família e a situação se complica“,
Ela afirma que ainda não existem receitas prontas para a solução do problema.
Abramovay diz que cada reação de alunos contra os colegas de classe, professores e
funcionários deve ser encarada como uma “mensagem de que algo não está indo bem”.
A solução inicial seria preparar melhor os professores para essas situações
sexta-feira, 24 de julho de 2009
aos professores

A SEICHO-NO-IE DO BRASIL, por intermédio de sua Superintendência das Atividades dos Educadores, vem registrar o seu mais sincero reconhecimento de nobreza e profunda gratidão aos senhores professores e às senhoras professoras, pela incontestável e relevante contribuição, através do exercício de sua missão, na construção dos alicerces basilares desta Nação.
É de nosso conhecimento que o ensino instrui o ser humano a descobrir as leis da Natureza, ou seja, a ciência; mas a educação leva o ser humano a criar valores dentro de si mesmo. O ser humano instruído na ciência pode ser bom ou mau, porém o ser humano que educou sua consciência é essencialmente bom e feliz.
Não usamos a palavra EDUCAÇÃO em seu sentido popular (graus de instrução), mas no seu significado rigorosamente etimológico e verdadeiro: do latim edvcere, composta por EX (para fora) + DVCERE (conduzir, levar), e significa literalmente “conduzir para fora”, isto é, preparar o individuo para o mundo, sugerindo que o educador deve extrair, desenvolver e fazer manifestar o que JÁ existe na natureza do educando.
Recebam as nossas mais sinceras homenagens, por terem abraçado em sua vida a única profissão que propicia aplicar o amor na sua mais expressiva manifestação de sublimidade ... Parabéns, professores e professoras !
ASSIM SE CONCRETIZA O MUNDO IDEAL
Em sua obra Meditando Sobre a Vida, o mestre Masaharu Taniguchi trata de um dos princípios fundamentais da Educação da Vida, que é o elogio, citando a experiência vivida pelo Nobuomi Matsuura, um professor de curso secundário, narrada por ele mesmo, por ocasião de um Grande Seminário da Seicho-No-Ie, realizado no auditório público da cidade de Kanazawa.
(...) Lendo um dos volumes da coleção A Verdade da Vida, que versa sobre Educação na Prática, ele deparou com o ensinamento do seguinte teor: ‘O homem é originalmente filho de Deus. Portanto, não existem crianças ruins. Mesmo as que aparentemente são malcriadas, na verdade, são boas por natureza. Ao reconhecermos e elogiarmos os seus pontos positivos, elas manifestam a Imagem Verdadeira, que é originalmente perfeita, e passam a ser bons meninos e boas meninas’. O prof. Matsuura considerou bastante lógica essa afirmação. Justamente nessa época, ele estava tendo dificuldade em lidar com um aluno rebelde, que vivia provocando confusões. No intuito de colocar em prática o princípio da educação preconizando no mencionado livro, o prof. Matsuura resolveu procurar um ponto positivo nesse aluno para poder elogiá-lo, embora considerasse isso muito difícil. Mas, certo dia, ao entrar na sala de aula, deparou com algo que o surpreendeu: o garoto estava consertando, espontaneamente, uma carteira quebrada. O professor percebeu que era uma ótima oportunidade para elogiá-lo e disse-lhe: ‘Você fez um trabalho maravilhoso. É um aluno excelente’. Apesar dos entusiásticos elogios do professor, o aluno não teve reação de contentamento. Pelo contrário, mostrou um expressão de hostilidade como se pensasse: ‘Tá querendo me agradar com esses elogios ?. O prof. Matsuura pensou ‘ Reconheci a boa ação desse menino e o elogiei, mas ele reage de modo hostil. Será que a teoria educacional constante no livro A Verdade da Vida não passa de uma mentira? E, nesse momento, sentiu-se decepcionado. Mas, depois, refletiu sobre a própria atitude mental: ´Será que eu havia reconhecido realmente a bondade inata desse menino ? Admito que não. Eu o considerava um garoto malcriado e pensava em corrigi-lo por meio de elogios, mas só elogiava da boca para fora. Eu vinha recorrendo a um artifício. O garoto havia percebido isso, e por isso não obtive o resultado esperado mesmo quando o elogiei com sinceridade’.
“Pouco tempo depois, o prof. Matsuura teve oportunidade de participar de uma reunião das mães dos alunos, na qual estava presente a mãe do referido aluno. Ele falou com ela e disse-lhe com franqueza:
“-Eu achava que seu filho era um menino mau; mas, outro dia, vi-o consertando espontaneamente uma carteira quebrada da nossa sala de aula, e realmente fiquei admirado. Percebi que, na verdade, ele é um bom menino. Quem estava errado era eu, que não havia reconhecido a bondade inata dele. Peço-lhe que me perdoe.
“A mãe do aluno ficou muito emocionada e, vertendo lágrimas, disse: “-Oh professor,eu só tenho a lhe agradecer. Meu filho tem sido um mau aluno e, desde a 1ª serie do curso primário (ensino fundamental I) até agora, nunca havia sido elogiado por nenhum professor. Mas o senhor, em vez de criticá-lo, disse-me coisas tão boas a respeito dele.
“A partir de então, o comportamento desse estudante melhorou cada vez mais e, em pouco tempo, ele se tornou um bom aluno. “Essa transformação ocorreu porque o prof. Matsuura mudou por completo a sua postura mental em relação a esse aluno, e, ao mesmo tempo, a mãe do menino também mudou totalmente a sua postura mental em relação ao filho. Isto é, ambos passaram a contemplar a Imagem Verdadeira do menino. Reconhecer a perfeição da Imagem Verdadeira de alguém não significa elogiá-lo olhando apenas o seu aspecto fenomênico, mas sim conscientizar-se verdadeiramente de que ele é filho de Deus e, portanto, perfeito. De modo análogo, para a concretização do mundo ideal, é essencial aumentar o número de pessoas que contemplem a perfeição da Imagem Verdadeira do mundo .(...)”
A aplicação prática do poder das palavras de elogio estimula a manifestação da Imagem Verdadeira dos alunos e ajuda a aumentar o autoconfiança; por isso, é de suma importância o professor ponderar bem as palavras antes de falar.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
Educador(a)
Assim que iniciar a aula, elogie seus alunos. EM seguida, peça para cada um elogiar um colega, a cada dia, enaltecendo um ponto positivo desse colega.
Pratique essa atividade por, no mínimo, 30 dias, e notará uma mudança significativa, não só no comportamento, mas na aprendizagem deles ....
Fonte: Bibliografia: CUNHA, Antonio Geraldo da. Dicionário Etimológico Nova Fronteira da LÍNGUA Portuguesa. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
TANIGUCHI, Masaharu. Meditando Sobre a Vida. 1ª Ed. São Paulo:Seicho-No-Ie do Brasil, 2006, PP. 93-96.
Compilação: educadores@sni.org.br – HTTP://sni.org.br/educadores/
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Jovens ameaçam diretora de escola
Jovens ameaçam diretora de escola
Sidney Lopes/EM/D.A Press
Mesmo na delegacia, adolescentes continuaram a xingar professores
Depois de um aluno de 17 anos espancar o professor na segunda-feira, mais dois casos de polícia foram registrados ontem em escolas públicas de Belo Horizonte. Na Escola Estadual Israel Pinheiro, no Bairro Alto Vera Cruz, Região Leste, um aluno de 15 anos foi flagrado com um revólver calibre 32 na mochila. Na Escola Estadual Orôncio Murgel Dutra, no Bairro São Tomás, Região Norte, a vice-diretora Regina Lúcia Fonseca Leite pediu socorro à Polícia Militar ao ser ameaçada por duas alunas de 15 anos.
Segundo a vice-diretora, as alunas não usavam uniforme e foram impedidas de entrar no prédio, mas se revoltaram. Além de xingá-la com palavrões, as adolescentes ameaçaram surrar Regina na saída da escola. Segundo a PM, as menores são suspeitas de prostituição e de tráfico de drogas nas imediações da escola, mas apenas uma delas confessou que mantém relações sexuais por dinheiro. Mesmo na Delegacia Especializada de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), para onde foram levadas, as estudantes continuaram ofendendo a vítima.
Na escola, segundo Regina, os professores já não suportam mais os desacatos e palavrões. “Os alunos querem entrar e sair a hora que querem, sem uniforme”, reclamou a vice-diretora, que teme uma agressão mais violenta. “Eu mando chamar as mães, mas quando elas aparecem estão alcoolizadas”, disse. Outros pais, segundo ela, também são chamados para conversar e já chegam querendo agredir os professores também.
Há três anos, a Escola Orôncio Murgel Dutra tem a proteção da Patrulha Escolar, que marca presença todos os dias no local para evitar brigas. “Por enquanto, ainda estou conseguido controlar um pouco a situação. Mas, se deixar, os alunos jogam até bombas. Eles não levam armas de fogo, mas carregam estilete”, disse Regina.
De acordo com o cabo Márcio Fernandes, da Patrulha Escolar do 13º Batalhão da PM, há informações de envolvimento das menores com a venda de crack e também estariam se prostituindo. “A situação está tão insustentável que as próprias mães delas não estão agüentando. A irmã de uma delas, que estudou na mesma escola, também criou problemas e hoje é moradora de rua e vende drogas. Infelizmente, são menores de idade e estão indo para um caminho trágico”, lamentou o cabo.
ARMA
Na manhã de ontem, o inspetor da Guarda Municipal Alisson Giovanni Rosa foi chamado pela diretora da Escola Israel Pinheiro, no Alto Vera Cruz, assustada com a denúncia de um aluno armado. “Abordamos o aluno e confirmamos a suspeita. O garoto já estava dentro da sala de aula, com o revólver escondido na mochila”, disse o inspetor. O garoto disse que trocou de mochila com um amigo, que não é aluno da escola, e encontrou a arma dentro. O menor foi levado para a Dopcad e depois encaminhado para o Juizado da Infância e da Juventude. (PF)
