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segunda-feira, 18 de abril de 2011

PROJETO ESTABELECE PUNIÇÕES PARA ESTUDANTE QUE DESRESPEITAR PROFESSOR

18/04/2011 | CAMARA: PROJETO ESTABELECE PUNIÇÕES PARA ESTUDANTE QUE DESRESPEITAR PROFESSOR
 
A Câmara analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
 
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
 
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
 
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
 
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
FONTE: AGÊNCIA CÂMARA

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Polícia prende aluno suspeito de matar professor a facada em BH


O universitário preso em Belo Horizonte após a morte de um professor confessou o crime em depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (8). De acordo com o delegado Breno Pardini, Amilton Loyola assumiu ter esfaqueado o professor e disse que era perseguido por ele. A motivação, segundo Pardini, será investigada e diverge da versão de testemunhas de que uma nota baixa recebida pelo aluno seria a causa da agressão.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes tinha 39 anos, era casado e deixou dois filhos, de acordo com informações de amigos. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (7) dentro do Instituto Metodista Izabela Hendrix, próximo à Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte. Após esfaquear o professor, o aluno fugiu de moto.

Ainda segundo o delegado, o aluno disse em depoimento que entrou com a faca escondida na mochila e que pretendia apenas intimidar o professor. O estudante de Educação Física deixou o Departamento de Investigações em Belo Horizonte no fim da manhã desta quarta-feira (8) escoltado e retornou em seguida para dar continuidade aos depoimentos. Segundo a assessoria da Polícia Civil,  ele vai passar por exame de corpo de delito no Instituto de Criminalística  e vai ser transferido para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) Gameleira, na região de Belo Horizonte. Ele foi preso de madrugada em casa, sem resistir à prisão, e foi ouvido.
A confissão do crime foi confirmada pelo advogado do preso, Nelson Rogério Leão. Segundo a defesa, o universitário sofre de transtorno bipolar e é esquizofrênico. "O professor era exigente, mas nada justifica um ato deste", disse o advogado.

Segundo um policial, um irmão do suspeito disse à PM, nesta terça-feira (7), que Loyola é usuário de drogas.


Lamentam violência
O Instituto Metodista Izabela Hendrix em Belo Horizonte divulgou em nota oficial que está prestando apoio à família do professor e está colaborando com a investigação da polícia. Ainda segundo a nota, a faculdade lamenta o ocorrido e informa que a instituição conta com 52 vigilantes e 53 câmeras de circuito interno de TV. De acordo com a assessoria do instituto, as gravações foram encaminhadas para a polícia.
O Sindicato dos Professores da Rede Privada de Minas Gerais (Sinpro Minas) também se manifestou. A entidade disse em nota que lamenta profundamente a morte do professor e se solidarizou com os familiares. O Sinpro Minas classificou o caso como trágico e disse que o episódio "revela a relação tensa e de desrespeito que milhares de docentes têm vivido no interior das escolas".  Ainda segundo o sindicato, os donos de escolas vêm sendo informados do aumento da violência contra a categoria no cotidiano escolar.

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/12/universitario-confessa-ter-matado-professor-dentro-de-faculdade-em-bh.html

sábado, 6 de novembro de 2010

PROFESSORA AGREDIDA DENTRO DE ESCOLA DEVE SER INDENIZADA PELO ESTADO


O Distrito Federal deverá indenizar uma professora que foi agredida fisicamente por um aluno dentro da escola. A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o Estado pode ser responsabilizado por omissão quando não presta a devida segurança aos seus servidores. A decisão ainda manteve o valor da indenização em R$ 10 mil, conforme entendimento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
De acordo com o processo, a professora já vinha sofrendo ameaças de morte pelo aluno agressor. Segundo ela, a direção da escola, apesar de ciente, não tomou medidas para o afastamento imediato do estudante da sala de aula e não providenciou sua segurança. Após o dano sofrido, foram realizados exames de corpo de delito e psicológicos, os quais demonstraram as graves lesões, danos físicos e morais. Segundo os autos, a professora passou a ter receio de ministrar aulas com medo de sofrer nova agressão, mesmo sendo remanejada para outro centro de ensino.
Inicialmente, a servidora ajuizou uma ação de reparação de danos contra o DF, o diretor e o assistente da escola onde lecionava, com o intuito de responsabilizá-los pela má prestação no atendimento e pela omissão do poder público. O valor estipulado pela docente para a indenização, em princípio, era de R$ 15 mil.
O Distrito Federal alegou que não pode ser responsabilizado diante de omissões genéricas e que era necessária a devida comprovação de culpa da administração em não prestar a devida segurança, tendo em vista que havia a presença de um policial que não foi informado pela direção da escola sobre o ocorrido em sala de aula. O Distrito Federal nega haver relação de causa entre a falta de ação do poder público e o dano configurado.
A decisão em primeiro grau estabeleceu a indenização no valor de R$ 10 mil e afastou a responsabilidade do diretor e do assistente da escola, e manteve o Distrito Federal como responsável pelo dano causado. A professora apelou ao TJDFT na tentativa de elevar o valor da indenização e ver reconhecida a responsabilização do diretor e do assistente do centro educacional. O TJDFT, por sua vez, manteve o valor da indenização e concluiu que os agentes públicos não deveriam ser responsabilizados. O tribunal reconheceu que a culpa recai exclusivamente ao Distrito Federal, a quem incumbe manter a segurança da escola.
O recurso especial interposto ao STJ busca afastar a responsabilidade do Estado por omissão no caso. No processo, o relator, ministro Castro Meira, esclareceu que ficou demonstrado o nexo causal entre a inação do poder público e o dano sofrido pela vítima, o que, segundo o relator, gera a obrigação do Estado em reparar o dano. O ministro ressaltou que o fato de haver um policial na escola não afasta a responsabilidade do DF, pois evidenciou a má prestação do serviço público.
No voto, o relator observou que ocorre culpa do Estado quando o serviço não funciona, funciona mal, ou funciona intempestivamente. Ao manter o entendimento do TJDFT, o ministro Castro Meira assegurou que o tribunal aplicou de maneira fundamentada o regime de responsabilidade civil.
FONTE: STJ

sábado, 9 de outubro de 2010

Casa aposta em projetos sociais

Casa aposta em projetos sociais
“Olho ao redor/O que me cerca?/ As opções são poucas/Funk, pagode, futebol/ Boteco, a igreja e a boca...” A letra de rap fala sobre a realidade desses meninos e meninas. Sem opções de lazer e educação, a rua e o tráfico ganham a criança. Para tentar reverter esta situação, a Casa de Cultura Evailton Vilela aposta em diversos projetos sociais com objetivo de preparar, educar, fazer novos discípulos e enviar os multiplicadores para a sociedade. “A casa de cultura surgiu como uma alternativa para tentar amenizar as situações que éramos obrigados a conviver em nossa comunidade, como conflitos entre galeras do mesmo bairro e adjacentes e tentando amenizar a situação causada pela ociosidade dos nossos jovens que canalizam muita energia , mas não têm onde descarregar. A casa de cultura surgiu como uma via de mão dupla para conhecer e ensinar a ensinar, criando uma forma pedagógica de se criar multiplicadores culturais e dizer, por meio de ações, que nem tudo está perdido”, conta Negro Bússola, coordenador do espaço.
A casa, na Rua Bady Geara 999, atende crianças, adolescentes e adultos interessados em aprender. Há aulas de capoeira, funk, break, street dance, alfabetização, informática e canto. Já são mais de 1.500 assistidos nas oficinas oferecidas pelo projeto. Segundo Bússola, um terreno já foi cedido pela Prefeitura, onde será construído um complexo cultural na Zona Sul. “Estamos montando curso de audiovisual e de fotografia, mas dependemos de salas para abrigar um laboratório. Hoje temos um espaço que foi cedido pela Prefeitura e queremos edificar um complexo cultural onde funcionará o Museu da Memória da Pessoa Comum, o Núcleo de Áudio Visual da Casa de Cultura, além das oficinas e cursos profissionalizantes.”
A casa foi semifinalista, neste ano, do Prêmio Itaú-Unicef. Na categoria ONG, concorrem projetos socioeducativos feitos diretamente por organizações não-governamentais com crianças e adolescentes de 6 a 18 anos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

AGRESSÃO
Aluna se fere em briga de escola

Uma menina de 15 anos foi ferida no rosto por um estilete, na tarde de ontem, durante uma briga com uma colega na porta da Escola Estadual Oroncio Durgel Dutra, na Rua São Luiz, Bairro São Tomaz, Região Norte de Belo Horizonte. Segundo o cabo Wanderley, do 13º Batalhão da Polícia Militar, as meninas não disseram qual a motivação da confusão, que acabou envolvendo outros alunos. Durante a discussão, C.H.S., de 15 anos, se sentiu ameaçada e tirou o estilete da bolsa atingindo a outra estudante, F.M.C. As duas adolescentes foram encaminhadas para o Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Neves.